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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Sheyna no Sabacu!

A bailarina Sheyna Queiroz estará vindo de São Paulo para Fortaleza nesse mês de Julho para participar do sabacu da arte no sistema, aproveitará também sua estadia na cidade para ministrar a oficina "Site especific". A oficina dedicada a criadores de multiplas linguagens, acontecerá no Theatro José de Alencar, nos dias 6 a 9 de julho, no periodo da tarde. Para fazer a inscrição na oficina é preciso mandar e-mail com nome, telefone, endereço para grupoterua@gmail.com e pagar a taxa de inscrição. O valor arrecadado na oficina ajudará Sheyna a reaver um pouco do dinheiro gasto com as passagens de avião, já que o Sabacu não dispõe de recursos financeiros. Fizemos um bate-papo com ela pra saber mais do seu trabalho e sobre as atividades que desenvolverá na cidade:

Oi sheyna. Aqui em Fortaleza estamos te recebendo pela primeira vez. Você pode falar um pouco sobre você e sua trajetória no meio artístico?

RES.:
Olá Sabacu!É um enorme prazer participar desse lindo projeto, e também é a primeira vez que venho a Fortaleza! Eu comecei minha carreira como atriz, cursei o técnico em artes dramáticas na Fundação das Artes (FASCS-SP), onde participei de grupos de pesquisa em teatro do absurdo, butoh, view-points e teatro-dança. Profissionalmente participei do Núcleo 1408 onde trabalhávamos muito com técnicas de movimento e dança como educação somática e teatro físico. Em 2009 integrei o elenco de “Os 120 dias de Sodoma” daCia Os Satyros, com direção de Rodolfo Garcia VazquezMesmo o teatro já ia me levando de alguma maneira para a dança....Em 2010, entrei na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), pra cursar o Bacharelado em Dança e no mesmo ano comecei o curso técnico de formação em corpo de baile do Centro de Dança Rio. Em ambas instituições fui bolsista participando de grupos de pesquisa e apresentações.
Participei de congressos, conferencias, seminários e espetáculos. Em 2013 surgiu a oportunidade de fazer intercambio na Université de Lyon 2, na França, por um semestre acadêmico no curso de Artes do Espetáculo. Lá pude cursar disciplinas de cinema e artes visuais, além das disciplinas de teatro e dança (teoria e prática), que me ajudou a solidificar meu pensamento na criação artística em artes integradas. Já em 2014, quando voltei, surgiu a oportunidade de apresentar um projeto para curadores iberoamericanos no evento “Rede FUNARTE Iberoamericana de Dança”, onde conheci Alejandra Diaz diretora do CREAR EM LIBERTAD. Meu projeto de Residência Artística “Entre Escombros” foi aprovado, resultando no espetáculo “Escombros de uma casa-barco” (http://crearenlibertad.wix.com/escombros)apresentado no marco do 14. Encuentro de Danza y Artes Contemporáneas CREAR EM LIBERTAD. Em 2015 fui contemplada pelo edital de Estancia de Creación do Ministério de Relações Exteriores (AMEXCID) para desenvolver esse projeto “A poética da vida em poluição”que será apresentado no SABACU. “A poética” foi desenvolvido como projeto interdisciplinar com apoio do CRAM (Centro Regional de las Artes de Michoacán) sob direção de Diana Correa, e os artistas residentes aí como LuisMa Ortiz, Karén Cortés, Martha Tafolla e Laura Avalos. Artistas da cidade de Zamora também participaram do projeto, como os fotógrafos Luis Luna, Ricardo Galván e Rafael Esquível. O vídeodança do projeto foi selecionado para o Dança em Foco 2016 e o livro que conta um pouquinho da pesquisa teórica do projeto desenvolvido como meu trabalho de conclusão sob orientação de Roberto Eizemberg está disponível no site do projeto:http://lapoeticadelavidae.wix.com/lacontaminacion

Atualmente coordeno o 15. Encuentro Internacional de Danza y Artes Contemporáneas CREAR EM LIBERTAD, que acontece na cidade de Assunção-Paraguai. Também participo das montagens da performance “Damiana” sob direção do artista plástico Gustavo Benítez e do espetáculo “(i)Migrações”, que é uma produção colaborativa com o fotógrafo Xoán Garcia Huguet, a coreógrafa Alejandra Diaz e o professor e artista de vídeo e efeitos especiais Luciano Saramago.

2. O motivo que te trouxe a Fortaleza foi o Movimento Sabacu da arte no sistema, que é realizado na periferia do bairro Pirambu aqui em Fortaleza. Porque esse projeto despertou seu interesse?

SABACU me chamou atenção pela grandiosidade da proposta, no sentido de diversificar as linguagens artísticas disponíveis para sua comunidade (em espetáculos, mesas de debates, oficinas, etc.), as temáticas de cunho social que mobilizam as pessoas para um futuro sustentável, para o cuidado com o meio ambiente, e o desejo de mudança, tolerância, igualdade e solidariedade na sociedade atual. Atitudes como essa é que fazem mudar o mundo... E eu quis fazer parte de alguma maneira desse projeto.

3.Como surgiu o projeto "A poética da vida em poluição"?

O projeto surgiu do desejo de denunciar de maneira poética a discriminação em relação ao meio ambiente. As noticias da poluição na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro, do ar na cidade de São Paulo, a tragédia de Mariana...É um profundo desejo de voltar o olhar da sociedade para o meio ambiente, porque sem ele, não sobrevivemos. E como minha vida esta na arte, decidi usar minhas ferramentas para potencializar e compartilhar esse desejo.

4. E como surgiu a ideia da oficina “Site Specific”?

Site Specific” é uma pesquisa em criação artística que vem sendo desenvolvida a muito tempo por artistas de diversas áreas e linguagens.
Comecei essa investigação durante a montagem de “Escombros de uma casa-barco”, e deu super certo. Então resolvi continuar.Repeti a ideia da oficina no CRAM com alunos de idades entre 15 e 60 anos. E foi outra experiência maravilhosa.

5. Quais os elementos que essa oficina trabalha?


A ideia da oficina é trabalhar a criação artística interdisciplinária no contexto espacial.
Site Specific” são criações para lugares específicos, então trabalha a criação dentro dos conceitos da arquitetura dos espaços, que pode ser num teatro, numa galeria de arte, na rua, em casa.... qualquer lugar. A ideia é que seja uma criação específica para o lugar escolhido, utilizando os elementos espaço-temporais característicos como parte da obra.
A oficina é divertida e libertadora, porque trabalha princípios geradores associados à criação. Cada participante é livre para tratar dos temas que mais o mobilizam, e o local também fica aberto para escolha... assim vamos descobrindo e trabalhando juntos... A ideia é criar uma mostra com os trabalhos desenvolvidos e apresentar de forma itinerante, onde o publico segue acompanhando cada performance.

6. Você indicaria essa oficina para que tipos de pessoas?

Qualquer pessoa pode participar da oficina. Dessa vez sugeri pessoas com idade acima de 18 anos porque vamos trabalhar no meio urbano também, o que acarreta mais responsabilidade e saber lidar com a improvisação, já que estamos lidando com lugares públicos.Não há necessidade de conhecimento prévio, apenas muita criatividade. Quando na turma existem pessoas como estudantes ou profissionais de dança, teatro, musica, costumo usar alguns termos mais técnicos, mas todos conseguem compreender, aprender e criar...Alguns dos alunos utilizaram o que criaram na oficina para continuar e resultou em performances e espetáculos....

7. É uma oficina onde podem ser trabalhadas múltiplas linguagens. Como isso acontece?

Hummmm é difícil dizer porque com cada turma acontece de uma maneira diferente, mas vou dar um exemplo...

Um artista de musica, instrumentista por exemplo que participe da oficina pode tocar pra um bailarino e acabar dançando, interatuando com o espaço.
Ao mesmo tempo, o espaço escolhido pelo musico pode ter um eco especial e ele pode trabalhar com os efeitos do espaço na ressonância de cada nota musical, enquanto um artista plástico esculpe algo no concreto da cidade...
Um bailarino pode trabalhar com um artista visual, criar uma videoperformance ou pintar o bailarino....A criação multidisciplinar se dá nos encontros...

8. Que atividades você estará realizando no Sabacu da arte no sistema?

Farei apresentação da performance “A poética da vida em poluição” nos dias 9 e 10 de Julho. No dia 8 farei apresentação do livro, contando um pouco da pesquisa teórica do projeto e será apresentado o videodança. Espero que vocês venham, participem e gostem! Estivemos gestionando, produzindo e sonhando com esse momento já alguns meses e finalmente estamos realizando com muito carinho!

Abraços à Fortaleza e ansiosa pra chegar!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ideias soltas sobre o Público

Como dar um sabacu da arte no sistema? 
Será que a internet é um veiculo eficaz para atingir as comunidades?
Por que há tanto público no Pirambu, nas periferias, e o mesmo não é considerado nas politicas públicas? 
Higor Fernandes continuou relatando no dialogo que o público do Pirambu gosta do ator intenso. Gosta do estrago. 
A internet ajuda os grupos a se comunicarem com a classe artística e com os jovens do bairro.
Observamos que tem teatro contemporâneo, popular, de rua nas periferias e não só teatro, mas tem dança, poesia, áudio visual e tanta coisa rolando, que é difícil entender a falta de visibilidade dessas coisas na mídia. O grupo Complexo de teatro se usa bastante da internet como mídia, marcando inclusive paginas de pessoas do bairro. Paginas que carregam o publico jovem. O publico adolescente e jovem é o mais difícil de ser atingido, por isso o grupo Complexo encontrou uma via de comunicação com esse publico através das fanpages. Inclusive para que a classe artística saiba do que está acontecendo e se sinta convidada para vir ao Pirambu assistir espetáculos.
Na literatura de Edvaldo Ferrer tem muito das ruas do Pici, Imagens maravilhosas se formam na periferia, a periferia traz uma estética completamente diferente para os trabalhos artísticos. Edvaldo relatou a beleza da performance Corpo-Lixo-Cidade de Silvia Moura apresentada no Sarau vai dar certo, formando imagens nas ruas do Pici, onde saíram lindas fotografias. É muito bonito sair na rua no fim da tarde e ver a quantidade de gente que tem na rua, e estão só na rua, não estão saindo pra ir a lugar nenhum. É muito bonito a periferia. No Sarau eles investiram em divulgação, fizeram flyers com desenhos de garotos da comunidade, fizeram fotos de crianças do bairro segurando o cartaz.As pessoas gostam de se ver, de se reconhecer.
Gleilton Silva relatou um pouco a pré-produção da apresentação de “Jardim das Flores de Plástico” no Pirambu.  Quando foram pregar os banner tinham umas crianças que já conheciam o trabalho que o Teruá faz na comunidade e começaram a acompanhar eles e perguntar: “tio vai ter apresentação? Tio eu posso vir de palhaço? Tio eu posso andar de perna de pau? E vieram varias crianças pintadas de palhaço.
Lembramos também que as crianças são mais fáceis de atingir, mas os adolescentes são mais difíceis, precisam de algo que lhes chame atenção.
Quais são os meios que o grupo dispõe para se comunicar dentro da periferia?
Altemar coloca que em 13 anos de grupo Nóis de teatro nunca teve problema com público na periferia, mas quando foram para espaços fechados começaram a perceber a dificuldade com público.

Altemar também levantou uma discussão muito importante sobre o Jornalismo. 
Há 13 anos o grupo Nóis de teatro está na periferia fazendo teatro, realizando eventos, as ações tem continuidade e se contar às matérias que saíram no jornal dá pra contar nos dedos de uma mão. E sempre que eles viajam para se apresentar fora, pra participar de festivais, sai matéria. Eles antes mandavam muitos materiais, gastavam dinheiro preparando kits, e não sai nada. Por isso eles criaram o próprio Jornal. “A Merdra”. Durante um tempo eles ficavam chateados, porque os jornais não queriam falar sobre eles, mas depois pensaram “que bom que não querem falar sobre a gente, que falem sobre o que interessa a eles”. Altemar nos coloca a inquietação: “Como dar um sabacu no sistema sem cair no sistema? Como a gente constrói outras estratégias de comunicação? E quais as outras ferramentas que dispomos para construir memoria?
Liana Cavalcante coloca que tem interesse em compreender a cabeça dos jornalistas. São pessoas da área de humanas, muitos frequentam teatros e se supõem que sejam pessoas inteligentes, mas na pratica muitas das informações que saem no jornal saem distorcidas. Ao mesmo tempo ela manifesta preocupação em não divulgar as ações na imprensa, porque as pessoas que estão fora dos nossos ciclos acabam não sabendo o que acontece. Inclusive educadores em escolas particulares repassam para seus alunos outra realidade quando falam de teatro, dança e arte em geral., reforçando a ideia de que o teatro é elitista, que só tem teatro nos grandes teatros, que teatro é para as classes altas, é um entretenimento para uma classe de pessoas. 
Liana fala de como o Jornalista deveria se comunicar de maneira diferente, que os jornais deveriam estar a serviço da comunidade, mas sua preocupação é não buscar a imprensa e o jornal continuar noticiando que o teatro é só lá no Celina Queiroz.
Ari Areia diz que compreende essa relação conflituosa com a imprensa. Diz que o Jornalista espera receber o material já previamente formatado de uma maneira que facilite o trabalho dele. Se ele recebe um material mais fácil de escrever, ele acaba se rendendo a facilidade mesmo.
É importante criar estratégias de comunicação alternativas, mas será que devemos abrir mão desse outro recurso, que é a imprensa?
Quem lê jornal hoje?
O que o jornal está pautando e pra quem está pautando?
Como criar cada vez mais laços com os lugares onde habitamos?
Que lugares de nossas comunidades podemos ocupar?
Como fazer a comunidade participar das ações?








sábado, 27 de junho de 2015

Sabacu no sistema de Comunicação! Ari Areia na roda de conversa "Quem é o Público: dialogo sobre formação de plateia"

"Muito legal ouvir os relatos de vocês, a relação que vocês criaram com o público no entorno do espaço que vocês escolheram para existir. 
A contribuição que eu posso dar, dentro dessa construção de pensamento, é a minha experiência como comunicador. Eu acho que o ator também é um comunicador, pensando o teatro como um canal de transmissão de algo que o artista quer dizer, assim como a arte em si. 

Pensando o teatro como arte, que também é canal de comunicação.  As pessoas querem ver! Elas estão dispostas a assistir. Quando a gente pensa isso, a gente tira aquele pensamento de que tem pouca gente na plateia porque Fortaleza tem pouco público para teatro. 

Acho que a grande questão é como fazer as pessoas saberem que aquilo está acontecendo, desde você sair em cortejo nas ruas do bairro para alarmar e mostrar que hoje vai ter, ou ir de casa em casa, enfim... Como fazer as pessoas saberem que vai acontecer? 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

DESFORMAÇÃO DE PLATEIA - Altemar Di Monteiro - Roda de conversa: Publico - Dialogo sobre formação de plateia

Eu sou um entusiasta do Sabacu, 

acho que tem uma potencia poética muito singular, inclusive pelo titulo do evento: Sabacu da arte no sistema. 
De fato, esses sabacus podem ser dados no sistema de outra forma, dependendo da forma como a gente pensa o sistema, e da forma como a gente vai lutar contra ele, que não é o habitual. 

Então existe uma singularidade poética que suscita já uma novidade, uma forma diferenciada de pensar. Quando eu fui convidado para esse dialogo sobre público: dialogo sobre formação de plateia, e fiquei muito feliz porque é uma oportunidade da gente pensar como dar um sabacu da arte no sistema junto com o publico. Quem é esse público?

Eu fiquei pensando numa questão que é a última e que pode ser a primeira: quantidade não é qualidade. Por exemplo, o que nós, que somos oito significamos enquanto potencia de construção deste sabacu?  E esse exemplo, de estarmos nós oito aqui, já é um modelo para pensarmos o que significa formação de plateia, e com quem é que a gente quer dialogar, eu acho que é do pequeno, do não-hegemônico, que a gente consegue construir, de fato, outras estruturas. Eu fui recentemente assistir ao show da Ivete e do Criolo, e eu passei um tempão percebendo a quantidade de gente que tinha ali, tinha muita gente. Tinha uma galera enorme que curtia a Ivete e uma galera menor que curtia o Criolo, porque ele é menos conhecido, mas houve ali um encontro entre as duas tribos, uma tribo gigante que gosta da Ivete Sangalo e uma tribo nova que está tateando o que é o Criolo e o que ele significa. Eu fico pensando em que canto a gente está, num exemplo bem rasteiro. Nós somos Criolo ou somos Ivete? 
Para que a gente possa ir começando a pensar com que tipo de público a gente está falando, qual a quantidade desse público, qual a qualidade dele, quando eu digo qualidade não é dizer se é bom ou se é ruim, mas em que espécie ele se localiza nessa sociedade explosiva de consumo em que a gente vive, onde tem tanta coisa pra se ver. Então, nós estamos falando de um outro público, de uma outra plateia, de uma outra formação de plateia, que importa a gente localizar isso, senão a gente vai estar o tempo todo reproduzindo um discurso de Sistema. Onde o que importa é a quantidade e não a qualidade. È importante a gente pensar como a gente pode construir poeticamente esses sabacus. E pensar na gente como uma potencia de um grupo de oito pessoas dialogando sobre um tema de interesse comum. De antemão eu pensei nas palavras chave desse titulo: PUBLICO: DIALOGO SOBRE FORMAÇÃO DE PLATEIA. São quatro palavras muito importantes.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A poesia marginal invadindo a comunidade - Edvaldo Ferrer fala sobre a experiência do Sarau Vai dar certo





"Falando sobre o Vai dar certo. 
No inicio quando a gente começou a ideia da residência era hospedagem coletiva, exposição de quadros e outras coisas de outros artistas. E trazer pessoas de outros lugares. Resolvemos fazer um sarau e a ideia do sarau era fazer com a galera daqui, porque tinha uma galera que já estava colando junto que era a galera do Coletivo do saber, molecada que escreve e tal, e já frequentavam a residência.  De inicio o sarau acontecia dentro da residência , mas antes do sarau a gente fez um cine club. Fizemos uma sessão, convidamos os vizinhos e rolou uma galera legal, mas a gente pensou que antes do sarau a gente tinha que realizar um outro projeto e esse projeto vai expandir o alcance. E foi ai que nós pensamos o trilha das artes, nesse processo de trazer pessoas de outras cidades. O artista de rua de Recife entrava em contato com a gente e ficava hospedado na residência e ministrava uma oficina de, malabares, por exemplo. Dai veio um cara de são Paulo e ele fez em cada ponto de uma rua um grafiti. Ai nós fomos mapeando de um graffiti ao outro. E aos poucos a gente foi construindo essa trilha de grafiti, de escrita urbana, estêncil, performances, enfim e todas essas artes elas faziam uma trilha que dava na residência. 

domingo, 21 de junho de 2015

quem é o público? por Higor Fernandes - primeira roda de conversa do sabacu 2015

"Quem é publico?



O publico daqui são as donas de casa, 
os tios que jogam dominó nas calçadas, 
são as crianças que brincam de bila na calçada, 
no meio da rua, são os carros que param quando alguma coisa acontece. 

O publico aqui gosta do estrago. 
Então se ele ouve um papoco ele vai, agora se este papoco vai ser bala, vai ser fogos de artificio ou ai ser um grupo de teatro com um cortejo batucando, não importa, vai ter pessoas para ver. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

MÚSICA COMPOSTA POR ANTONIO VIANA PARA O II SABACU

ARTE PARA O POVO, SUSTENTO PARA O ARTISTA
(Baticum Antonio Viana)

(coco)

Nossa arte é para o povo
O povo é que sustenta o artista (refrão) 6x

Seja no palco ou na rua
no Benfica ou Pirambu
Se “tá errado tome xulipa
uns cascudos e sabacu!. (repete)

E “tamojunto” nessa zorra
mais uma ação cultural
vem também participar
o povo é fundamental!. (repete)

Se você não existe o artista
nem poder governamental
chegue junto, ocupe a rua
a arte é do povo, agora é sal!. (repete)

(funk)

Se liga ai pivete doido! 6x

A arte é para o povo
e sustenta o artista
É roxeda! Ei jogo doido
não pare na pista!. (repete)

(maracatu solene)

Arte é poder para o povo!
Vamos construir mundo novo!
O artista vem contribuir, faz sua parte aqui e ali!. (repete)